Lista de 10 dicas para o homem perfeito (Esse cara existe afinal?)

Esperando

1. O cara perfeito tem que olhar nos olhos com sinceridade no olhar, ter a pele perfumada e sorriso largo. Nem precisa ser tão bonito, mas o charme destes primeiros quesitos são essenciais.

2. O homem perfeito é aquele que não tem pressa em fazer as coisas, mas também não pode perder o timing perfeito. O tal “timing” é aquele momento mágico que não pode passar.  Incrível como a maioria dos homens de hoje ficam no 8 ou 80. E entre 8 e 80 existem milhões de possibilidades, mas nenhuma destas é tão boa quanto a hora certa. Sintam isso. Não tenham pressa mas não sejam lerdos! Pelo amor!!!!!

3. Tem que ligar no dia seguinte. Isso é o mínimo para se manter no jogo. Mandar mensagem no face, watts app ok. Mas ligar é melhor ainda. Old school sempre agrada. Mandar flores então, nunca sai de moda. Que pena que os caras de hoje não perdem mais tempo em floriculturas. As mulheres realmente adoram, e é infalível. Você realmente surpreende por não ser igual a todos os outros que não fazem nada disso.

4. Não seja um Looser! O cara ideal tem que ser mega inteligente, ter assunto. Mulher odeia homem burro. Estude, leia livros, viaje muito e tenha muitas histórias boas para contar. Não seja um alienado, não fale só sobre esportes, busque entender um pouco sobre cultura e por favor, ouça boas músicas! Nada do óbvio. Surpreenda sua companheira com sons incríveis que ela nunca ouviu antes. Apresente uma música de boa qualidade em seu spotify. É fato, isso conquista e não tem erro. Se você souber tocar algum instrumento musical ou cantar então, agrada mais ainda. Dançar também é ótimo, mulheres adoram caras que sabem conduzí-las mesmo com 4 ou 5 passos manjados das cantadas que todas caem. Mesmo assim elas gostam. Coisas sensoriais, são sempre bem vindas. Se souber escrever então… Elas vão amar…

5. Seja engraçado. Quesito essencial para uma relação ser leve, suave e dinâmica. Nunca se cai na mesmice quando as risadas estão presentes a todo momento. Ter aquele senso de humor na medida é sempre infalível. Sem exageros!

6. Cuide do seu corpo sem ser uma Barbie, ou um Ken. E pêlos para que tê-los! Depilação sempre é bem vinda. Mulheres contemporâneas não curtem mais homens peludões. O cigarro já caiu de moda faz tempo. Homens saudáveis são muito mais elegantes. Boa alimentação conta muitos pontos. E bêbados são pessoas extremamente chatas. Evite beber quando estiver com sua parceira, a não ser que ela goste de manguaçar junto com você, mas aí é uma outra coisa. Aqui falo dos homens charmosos que gostam de mulheres finas que não fazem este tipo de cena. E drogas, são uma droga. O homem perfeito não as usa, e está sempre viril e consciente de tudo o que faz, e seu bom humor é nato, ele não precisa de nada para ser assim, leve e engraçado.

7. Mantenha sua presença sem ser chato. E ciúmes nem pensar! Neste século que estamos essa palavra não deve mais existir no seu dicionário. Não precisa encher o watts app da sua gatinha de mensagens todos os dias 3x ao dia, como receita de antibiótico, mas reserve ao menos um momento do dia para dar aquela apimentada e manter a historinha acesa, mesmo que vocês possam se ver ao menos 1 vez na semana. Não passe disso, mulheres não ficam esperando o príncipe aparecer de 2 em duas semanas ou quando ele bem entender. Bem, mais uma vez, falo das mulheres que são porretas e não as submissas que têm paciência com este desleixo de comportamento dos homens que demonstram nível zero de interesse. Falo aqui das garotas que sabem quando um cara está interessado, e de caras que estão realmente interessados e querem ser os melhores parceiros para suas gatinhas.

8. Quando começar um namoro, tente postar fotos no facebook e mudar o status apenas se passar dos 3 meses juntos, ainda muito apaixonados, antes disso, mesmo se a garota quiser, não faça isso. É besteira. O prazo mínimo de 3 meses é um tempo ótimo para vocês saberem se a coisa vai realmente para frente ou não. E peça a garota em namoro quando quiser. Os caras de hoje não costumam mais fazer isso. Vão enrolando a história tratando a garota como se fosse namorada, apresentam para a família, amigos e tal, mas não assumem como namorado, é sempre um amigo. Não reclamem depois que tomarem um belíssimo pé na bunda quando ela arranjar um cara mais bonito e mais legal do que você. A mulher gosta que seu homem a assuma como sua companheira. Ficar por ficar ok, depende da relação, não importa o rótulo que o casal vai querer dar ou não. Mesmo uma relação sem rótulo deve ter algo que faça a mulher se sentir “A mulher”. Se ficar vazio, se ficar dúvida, tenha a certeza que ela vai arranjar outro para ocupar este lugar.

9. Não seja lerdo na vida! Curta levar sua gatinha para passear. Mulher odeia homem molenga, que só quer ficar na cama no final de semana vendo TV, estático. Se for pra ficar na cama, que seja para agarrá-la muito. E isso nos primeiros 3 meses já dá para saber, se existe uma química ali. Se não há essa pegação toda hora, é porque a coisa já começou fraquinha… Não tem muito futuro… E a missão da mulher é manter esta chama acesa o tempo todo, mas o homem também deve procurá-la, mostrar seu interesse. E quando o namoro se assumir e virar uma relação mais séria, que esta chama não se apague, aí os dois devem manter tudo funcionando o tempo todo. E se não virar namoro e se manter algo sem rótulo e casual, principalmente assim, a química deve suprir o lado livre da situação, que sem comprometimento algum existe por pura atração. Sem isso não há a menor graça! Fuja dessa história e saiba encerrar se não tiver química. Tanto o homem quanto a mulher não devem se enrolar um ao outro. O homem perfeito deve saber quando a mulher deve ser só uma amiga e cortar a relação antes que a garota se iluda com uma história insossa e desnecessária. Tenha a certeza que assim como você deve ter mais química com outras mulheres, a garota também deve ter muita química com outros parceiros.

10. Se está curtindo a garota, não desista. Mostre a ela isso. Faça as coisas acontecerem, e principalmente não marque algo, e fale que vai ligar e venha depois com uma desculpa esfarrapada de que não teve tempo, ou não deu, ou você teve que almoçar com sua mãe, sair com sua irmã, fazer uma viagem de família, ficou sem carro, ou qualquer desculpinha do gênero. O homem perfeito não se justifica. Ele aparece e te liga dizendo que está na porta de sua casa. Ele fala: desce, estou aqui te esperando, você tem 20 minutos para trocar de roupa e sair comigo. Vou te levar no cinema, vou te levar para jantar hoje, ou melhor ainda, vou fazer coisas incríveis com você agora. Ponto. Homens perfeitos são estes. Os que têm atitude. Os que se mostram capazes, combinam e cumprem. E mesmo que esteja no grande início de qualquer história, e que você nem saiba se vai gostar dessa garota ou não, não marque algo que você não vai cumprir. Chá de sumiço se paga com sumiço total. Adeus e tchau.

Texto escrito para o Coletivo Mude o Mundo.

 


Caos é tudo aquilo que a gente não entende

 

É necessário ter o caos cá dentro para gerar uma estrela cintilante.

Friedrich Nietzsche

 

Alice

Tenho o meu próprio mundo. Como o mundo de Alice, num universo que construo só para mim, cheio de versos, de brilhos e aromas. Um respiro. O momento de colocar algum caos em toda ordem sem reverso. Ser, quem eu quiser ser. Viver a pele de todas as personas que posso ter em mim. Estudar cada palavra, cada gesto de forma a encontrar algo singelo e lúdico neste coração. É mais fácil assim. Enfrento a vida de forma mais leve. No meu caos, sobrevivo melhor à realidade.

O reflexo no espelho, minhas sombras, meu corpo. Nada fica igual quando entro neste processo na construção de uma nova vida, dentro das minhas vidas já vividas. Sou uma personagem. Danço e canto no tablado: Nada era o que é, porque tudo já é o que não é numa fração de segundos. E o que não fosse, seria. Porque no meu mundo tudo acontece. Como num país de eternas maravilhas, corro contra o tempo, o meu tempo, o seu tempo, o tempo de todos nós. Piscando os olhos acordo de um sono profundo, renascimento de uma nova casca. Com entranhas e estômagos para respirar o alento das personas que crio dentro deste invólucro. Minhas máscaras. Como a borboleta posso ser a mais bela das viventes, explorando cores e suspiros, ou posso ser a morte, o medo e tuas mais diversas formas de insegurança. Não vejo nada, não sinto nada, e nada mais sou. Meus olhos se cegam como a tartaruga que entra dentro do próprio casco. Tiro férias momentâneas e me afasto de forma expontânia deste mundo e de mim mesma. Tudo programado, controlado. Consigo voltar na hora em que eu bem entender. Mas me divirto. Sou o som das batidas do meu coração. Um parto dentro do meu próprio corpo, e daqui parte um feixe de luz anáfana que brilha de forma intensa com uma energia surreal. Assim de forma inexplicável, conquisto platéias e multidões que aplaudem fielmente. Um público seleto de gente que paga para estar alí, brincando dentro do meu jogo, entrando na minha sintonia. Eu dou o rumo. E as pessoas me seguem. Elas simplesmente acreditam no meu conto, vivem a minha vida, sorriem e choram com todas as peripécias e desventuras que apronto. Brinco com as horas. Meu tempo é quando. E quando tenho tempo para viver neste plano novo. Reinvento o sempre, me dou para o presente. Quero e sou. Vivo e morro. Enterro as histórias e volto para mim. Em pé agradeço. E assim mais algumas horas de trégua, para tudo de novo voltar a acontecer. E em poucas horas novamente ali estarei, o público será outro. A energia será outra, e de uma forma diferente, viverei as mesmas coisas. Catapultando pessoas em memórias passadas e futuras. Tornando esta a minha própria história de vida. Sendo atriz. No caos, eu me renovo, eu me encontro, eu revivo, reinvento e confesso que não entendo o que apronto.

Texto escrito para a Revista Plural

E viva a democracia!

Brasil

E viva a pátria amada Brasil! Voto é secreto. Mas nas Redes Sociais todo mundo adora defender e fazer campanha gratuita a favor de seu candidato e contra os candidatos dos outros. E é óbvio que isso gera discussões, agressões e pessoas que brigam virtualmente. Melhores amigos que trocam farpas para defender seu direito de que o candidato x é melhor e que o y. E se a sua escolha não for igual a do seu amigo, ela se torna a pior escolha do mundo. Mas afinal, alguém tem certeza de algo? Vivemos com teorias, expectativas de mudanças em nosso país. E nestas épocas de eleições todos se tornam mais politizados. Até quem não lê jornais o ano inteiro, até aquele que vive alienado e só sabe das notícias do mundo via Facebook torna-se perito em escolher bons candidatos. Pois é… Não é tão simples assim. Em nosso país que viva a bagunça, que vivam as especulações e os dados em nuvens virtuais, onde não sabemos realmente quem é quem. Qual candidato está com mais ou menos chances? O que é real nos percentuais que aparecem por aí? Quais números podemos confiar?

Apostamos no escuro. E honestamente não vale a pena brigar com o colega em rede social por causa da sua escolha de voto. Escrevo este texto porque vejo isso todos os dias e já está ficando constrangedor. Vergonha alheia. Educação nas Redes Sociais já! Se você quer postar algo político, saiba que pode gerar curtidas de gente que pensa como você, mas saiba que está correndo o sério risco do seu familiar ou melhor amigo virar a cara para você na próxima esquina. Dramático não? É assim que estão as coisas hoje infelizmente.

O primeiro passo para sermos livres é darmos este direito de liberdade de escolha. Queremos muitas coisas. Cada um quer algo diferente para o país. Cada um vê os nossos problemas por uma ótica ou ponto de vista bem peculiar, mas todos concordam com uma única coisa: Educação, Saúde, Emprego e Dinheiro no bolso são essenciais. Como seria bom se essa balança fosse mais equilibrada por aqui. E digo uma coisa, não está desta forma infelizmente. Será que já esteve? Não sei. Não lembro. Acho que entra candidato e sai candidato e nada muda muito. O que mudam são as nossas esperanças. Elas se removam e uma eleição é tempo disso. Renovar as ideias, olhar para nossos umbigos e ver como estamos de verdade. E se queremos viver aqui neste Brasil, precisamos fazer muito por ele. A começar por nós mesmos. Não vai ser o presidente escolhido que vai educar você a ser mais democrático e respeitar a opinião do seu colega na internet. É você mesmo que vai fazer isso acontecer. Portanto fica a dica: Mude o mundo, mude o seu país, mas antes de mais nada, comece por você!

*Texto escrito para o Coletivo Mude o Mundo:

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Como viver um grande amor

Foi assim, eu vi você passar por mim, e quando pra você eu olhei, logo me apaixonei… Wanderléia

Uma história de amor1 (2)

Era uma tarde ensolarada onde duas crianças se olharam pela primeira vez. Ela, loirinha, olhos castanhos, pele branquinha. Ele, um menino claro com olhos azuis encantadores. Os dois sorriram, e já se sabiam amigos. Eram vizinhos. Moravam na mesma rua. Brincavam juntos todos os dias com o mesmo grupo de amiguinhos e primos.

Cresceram, viraram adolescentes, trocavam confidências e num baile de carnaval o sorriso virou um beijo e um amor nasceu ali. Um namoro de juventude cheio de brincadeiras e brigas da mocidade. Ele aprontava demais. Era um rapaz arteiro, bonito, cabeludo, motoqueiro. Anos 70. Tardes de pôr do Sol juntos. Viagens e muitos momentos de paixão. Assim passaram-se dez anos de romance. E entre tantas brigas infantis o namoro chegou ao fim. Cada um seguiu sua vida. A mãe da moça não gostava muito dele, queria algo melhor para a filha. Sonhava em casá-la com um rapaz rico, o que ele não era…

A moça por insistência da mãe ficou noiva de um outro rapaz, que já tinha uma profissão melhor e mais juízo. Estavam comprando os móveis para mudar. Iriam casar e morar em um apartamento em São Paulo, quando a moça soube por amigos que seu amor de infância sofrera um acidente de moto. Não pensou duas vezes, correu para terminar tudo com o noivo e foi em direção ao hospital. Ela soube que seu amor poderia ficar tetraplégico, pois havia sido muito grave. Viu o quanto o amava e só pensava na besteira que estava fazendo com sua vida escolhendo ficar longe de sua grande paixão por besteiras da juventude. Neste momento percebeu que não podia viver sem ele. E ao chegar no hospital pediu ele em casamento. Sem saber se um dia ele poderia voltar a andar, sem saber se um dia ele poderia se mover como antes. Ele aceitou. E ela ia todos os dias após o trabalho no hospital visitá-lo. Todas as tardes eram momentos para namorar seu grande amigo, seu grande amor da infância e adolescência.

Um ano se foi e ele continuava no hospital. Passou a mover-se. Ganhou uma cadeira de rodas e recebeu alta. O pai dele levava os pombinhos de carro para passearem todos os dias. Deixava os dois num banquinho da praia em Santos onde moravam e depois ia buscá-los. Isso era o namoro do casal. Logo ele evoluiu para muletas, e com muito amor pode voltar a andar normalmente.

Chegou a hora do casamento, tudo lindo, lua de mel na praia, foram morar num apartamento emprestado de frente para o mar. Um ano depois nasceu a primeira filha do casal. Sete anos depois o segundo filho. Passaram por momentos difíceis juntos, muita gente da família que foi embora cedo demais. Viveram uma vida rodeada de amigos. Uma família cheia de harmonia e alegrias. Altos e baixos financeiros, batalharam muito, depois de casados ele ainda fez duas faculdades. Contaram com a ajuda de toda a família em tempos difíceis.

Aos 55 anos, ele descobriu um câncer no esôfago, e ficou dois anos em um estado de alerta, onde todos os dias ela sabia que iria perdê-lo e ele sabia que iria perdê-la. Um cuidava do outro. Os filhos ajudavam, sempre juntos. Até que ele se foi para outros planos. E ela aprendeu enfim a viver longe de quem sempre amou, desde a infância. Reaprender a viver sem sua metade, tarefa nada fácil para uma vida que se completava ao lado do parceiro.

Um história de um verdadeiro amor. Com luta e determinação. Um exemplo de relacionamento, onde duas pessoas lutaram para ficar juntas até que a morte os separou de fato. Rumo certo do destino, a única coisa que todos temos certeza, é de que um dia iremos morrer. Portanto temos que fazer valer à pena cada momento, cada pessoa especial ao nosso lado, pois não sabemos o dia que ela não estará mais lá. Somos efêmeros. Feitos de carne e osso. E o que vale nessa vida são os dias felizes que temos a oportunidade de ter ao lado de quem amamos. Seja para não fazer nada, seja para fazer muito. Como sorrir, abraçar e beijar quem queremos bem. Tenho muito orgulho de ser filha deste casal, e ter vivido grande parte dessa história junto deles. Enfim, foi assim. Meus pais. Início da minha história. Fui feita nesse amor. Saudades do meu pai.

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Na foto, meus pais. No último aniversário de casamento que comemoraram juntos.

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Minha mãe nos dias de hoje. Meu exemplo de força e atitude.

Dicas para uma boa alimentação: Faça sua parte nesta mudança

Dicas para Alimentação Saudável

A melhor alimentação é a ovo-lacto vegetariana. As carnes em geral trazem dor e sofrimento. Pois o animal que morre, também possui corpo emocional. E trás consigo em sua morte estas impressões. A vontade de viver está latente em todo ser vivo. E matar algo para comer não faz parte da nossa espécie. Basta colocar uma vaca e um porquinho à sua frente. E então?

Você prefere matar estes animais, ou optar por uma maçã? Pois bem… Tenho certeza que sua opção não seria o assassinato. E tenho mais certeza ainda que você não salivaria ao ver a pobre vaquinha e o pobre porquinho, vivos à sua frente. Ainda mais se eu lhe contar que eles possuem os mesmos sentimentos que o seu cachorrinho ou o seu gatinho…

Ah… E os peixinhos? São tão saudáveis… Tanto que são os primeiros a estragar em seu lindo corpinho. Os peixes possuem mais putreficina e carnificina do que os outros animais que você está habituado a comer quando mortos. Vamos fazer um teste? Imagine-se na feira próxima à sua casa. Em frente à barraca que vende peixes. E então exatamente ao meio dia, faça uma inspiração profunda e sinta aquele odor maravilhoso de peixe podre. E olha que aqueles peixes ainda estão ali fresquinhos… E você pode observar as pessoas comprando-os à sua frente… E eles? Também não tinham a mamãe peixe e o papai peixe? Também não queriam viver para permanecerem com as suas famílias? Ou vai me dizer que você adora a natureza… Ah o mar… Como são lindos os peixinhos… Os golfinhos, os salmõezinhos, e você se torna um tubarãozinho… Que mata os pobres peixinhos para comê-los, muitas vezes ainda crus. E quanto mais frescos melhor! Pois estragam bem rápido. É exatamente isso. Estragarão muito mais rápido dentro de você. E produzirão tantas toxinas quanto o resto dos animais que você costuma comer, ou mais.

Ah, mas e os camarões? Tão caros… Bom… Preciso explicar que eles são os lixeiros do mar? Hum… Agora você entende perfeitamente o porquê que as pessoas mais sensíveis possuem alergia por comê-los.

Mas será que vou ficar fraco sem comer carnes? E sem a tradicional “mistura”, vou comer o que?

Garanto que a sua alimentação vai ficar muito mais rica e saudável. Pois você terá uma maior variedade de cores e sabores em seu prato.

Aquele gosto forte de carne, que lhe tira o paladar verdadeiro dos outros alimentos não estará mais presente. E você saberá definir exatamente com um paladar muito mais refinado todos os gostos de tudo que estará em seu prato.

Uma alimentação com vida. Com energia. Com bioenergia proveniente do Sol.

Imagine a grande diferença de alimentar-se com vida, ou com morte.

Vá naquela mesma feira e veja que linda a barraca de frutas, sinta os aromas, veja a beleza das hortaliças, dos legumes, das ervas e temperos. E mais adiante passe na barraca que vende carnes, linguiças, mortadelas, presuntos, e sinta este cheiro de morte. De putrefação. E procure observar que o presunto que está ali, fora um dia um porquinho, e as costelas, foi um dia uma vaquinha, e que o franguinho, foi um dia um pintinho lindo, que cortaram o bico, prenderam em uma jaulinha, deram ração com hormônios e antibióticos para ele crescer forçosamente mais rápido, e ser logo abatido para chegar ao seu prato.

Aproveite estas dicas e inove o seu jeito de pensar. Permita-se escolher os alimentos que farão parte de você. Você escolhe de uma forma consciente o que quer colocar dentro do seu corpo.

E tenha orgulho em dizer: eu não faço parte desta matança. Posso não ser “todo o mundo”, e por isso mesmo é que sou único e diferente. Pois a minha parte eu farei nesta mudança.

Texto escrito para o Coletivo Mude o Mundo

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Entrevista com Atriz Thais Barbeiro (Clipe Mozão) para o Blog da Vivinh

Entrevista com a Atriz Thais Barbeiro para o blog da Vivian Schaefer.

Acesse: http://blogdavivinh.blogspot.com.br/

Atriz Tha Lopes_

Por Vivian Schaefer

Nome: Thais Barbeiro Lopes

Nome artístico: Thais Barbeiro

Idade: 32

Profissão: Atriz

Uma mania: Escrever

Um sonho: Ser protagonista de um filme nacional

Não vive sem: Minha gata persa Clarinha

Como você define seu estilo?

Casual, descolada, às vezes chique.

Quais itens de roupas e make são indispensáveis para você?

Make básico, tem que ter curvex e muito rímel. Batom cor de boca. Amo usar um cachecol, ou lenço no pescoço. Brinco pequeno e só.

O que gosta de fazer nas horas vagas?

Amor ir à praia, e andar de bicicleta. Adoro fazer trilhas, ir ao cinema e namorar.

Dica de beleza:

Ser feliz é a primeira delas. Alimentação sem carnes de nenhuma espécie. Nada de bicho morto. Nada de álcool, nada de drogas. To fora.

A melhor experiência que já viveu?

Mudar para o Rio de Janeiro. Ainda estou vivendo esta nova experiência.

Como foi o início da sua carreira? Sempre se imaginou atriz?

Comecei aos 10 anos de idade em Santos num grupo de teatro amador. Sempre tive certeza que seria essa a minha profissão.

Como foi participar do clipe do Lucas Lucco? Como foi viver uma personagem com câncer de mama?

Foi incrível. Uma experiência maravilhosa como atriz, de muita doação para uma personagem. E muito bom poder passar essa mensagem para mais de 30 milhões de pessoas que viram o clipe até hoje.

Antes do clipe, qual era sua visão diante deste tema?

Não conhecia muito sobre o assunto.

Quais são seus próximos projetos?

Hoje estou focada no teatro e no trabalho de preparação de atores aqui no Rio. Quero em breve fazer novelas e cinema.

Blog da Vivinh: Quero te agradecer por estar compartilhando um pouquinho da sua vida comigo e com as leitoras do blog, e de coração te desejo ainda mais sucesso! E parabéns pelo clipe, ficou muito lindo mesmo, eu vi umas 5 vezes e 6 chorei hahaha. Parabéns e tudo de melhor na sua vida!

Muito obrigada pela oportunidade!

Eu não mudo porque está ruim, mudo porque quero melhorar ainda mais

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A vida é movimento, e é nele que eu entro no jogo. Como se eu mergulhasse fundo nas emoções e descobrisse através da intuição o que precisa ser revirado do avesso. E nessa última semana foi meu aniversário. Dentre tantos recadinhos de parabéns, um me chamou mais a atenção. Uma pessoa me disse que me admirava porque todas as vezes que as coisas não estavam boas eu não tinha medo de recomeçar tudo do zero. Eu respirei fundo e disse para mim mesma – bonito isso, mas equivocado. As coisas estavam boas em minha vida sim todas as vezes que resolvi fazer grandes mudanças. Eu não tenho muito essa de que time que está ganhando não pode mudar. Eu tenho uma inquietação constante e sempre preciso mudar tudo, a cidade, a casa, as pessoas, os trabalhos, os ares e quem sabe até mesmo o país. Movimento gera movimento, desapego, mix de sensações de desprendimento com a ânsia do novo. Pessoas novas, vidas novas, novos aromas, novos amores. Mas definitivamente as coisas estavam bem. Eu morava em um super apartamento que era um achado, no coração de Moema em São Paulo. Tinha os melhores amigos ao meu lado. Trabalhava num local maravilhoso com pessoas ótimas, ganhava muito bem, tinha alunos inscríveis e super oportunidades de trabalhos na carreira de atriz, num local onde tudo funciona. Amo São Paulo e sua cor cinza. Gosto daquela cidade repleta de arte, cultura e lugares para se comer bem. Mas eu precisava de um movimento. A vida é muito curta para se viver a vida inteira no mesmo lugar. E eu tenho essa coisa com o mar… Não consigo ficar muito tempo longe dele…

A mudança deve acontecer sempre que as coisas caem na mesmice. É um colorido novo que damos para a vida. Você pode se aprofundar em suas relações sempre que elas estiverem estagnadas. Pode investir ainda mais em sua profissão sempre que você sentir que está acomodado na almofada fofa da inércia. O importante é ter metas. Ter sonhos e ir em busca deles. Conheço muita gente que parou no tempo. Não precisa mudar de cidade para isso como eu fiz. Esse foi o meu jeito drástico de lidar com minha inquietude constante. Coisa de geminiana mesmo. Mas você pode mudar a todo momento a forma de fazer as mesmas coisas que você faz. E se sentir que precisa recomeçar tudo do zero de um jeito diferente, não se ache instável por isso. Sinta que a vida é algo divertido acima de tudo. Você deve aproveitar a cada segundo a sua coleção de momentos felizes e fazer com que essas experiências aumentem cada vez mais. Você é o senhor de suas escolhas. Aprenda apenas a lidar com as consequências. E como diria Simone de Beauvoir: “Todas as vitórias ocultam uma abdicação”. Eu, Thais, escolhi o Rio, e temporariamente perdi São Paulo e tudo de bom que eu tinha lá. Agora de forma consciente faço do meu Rio o meu paraíso. O melhor lugar para se viver no mundo, você pode fazer o mesmo com tudo que escolher mudar. Basta querer. E fazer acontecer. A mágica está no ar. Use sua varinha de condão e descubra sensações inimagináveis conseguindo realizar tudo o que desejar. E feliz aniversário! Não sei se hoje, mas no dia do seu, lembre-se deste texto, pois já te digo com antecedência, a chance de mudar sempre é o melhor presente que você pode dar a você mesmo. Muda o seu mundo, e o mundo ao seu redor muda junto também.

Texto escrito para o coletivo Mude o Mundo: www.facebook.com/comeceporvoce

As mudanças se infiltram

Não, Tempo, não zombarás de minhas mudanças!
As pirâmides que novamente construíste
Não me parecem novas, nem estranhas;
Apenas as mesmas com novas vestimentas.

William Shakespeare

 

Mudanças

Hoje senti uma brisa em meu rosto e pensei: a vida sorri apenas para me mostrar que devo aprender a dançar conforme a música… para quem sabe assim; me sentir livre ao vento. A vida sabe rir de mim e das minhas coisas… eu também aprendi a rir dela (com ela?). Os tempos mudam, as fases passam… e quando menos esperamos – temos de lidar com tudo de novo… penso em todas as mudanças que já fiz. E em quantas ainda quero fazer… como é bom poder estar aberta a isso…

Gostaria de ser maleável como o ar que se infiltra em tudo e, toma as mais diversas formas… ocupando todos os lugares, ao mesmo tempo. Queria ser assim, onipresente: estar no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em Nova Iorque e na Europa… sem ter que escolher. Mas hoje, respiro, sabendo que tudo tem o seu tempo e o seu jeito para acontecer. Escolhas devem ser feitas a todo o momento.

Ah, aqui dentro de mim, vive uma geminiana inquieta… me satisfaço com novas descobertas. Adoro explorar lugares. Sentir aromas. Revirar a vida… ver tudo de cabeça para baixo como se buscasse por outros ângulos… Mostrar desapego das coisas… eu não tenho medo de começar tudo de novo. Adoro destruir tudo para renovar. Algo como a “energia de Shiva” que, com sua dança do universo… chega destruindo tudo para abrir espaços as novidades. Acho que me identifico muito com ele!

Não há nada melhor que olhar o Sol de outros ângulos… sentir uma brisa que chega até você carregada de lugares e referências. Esta brisa te acompanha – diferente, mas ainda assim, a mesma – o céu pode ser azul ou cinza, mas ainda é o mesmo céu – está lá para nós – o que muda é o coração… os sentimentos: a alegria ou a tristeza temporária. 

Conviver com chegadas e partidas é necessário… fazer as malas e ir para um novo lugar, levando, obviamente um pouco do lugar que ficou para trás. Nada se perde da gente! Fiz isso em minha vida diversas vezes… vivi e não me arrependo. Quero sempre mais. Sofro de uma insatisfação crônica de conhecimento. 

Sigo como John Kennedy dizia: “A mudança é a lei da vida. E aqueles que apenas olham para o passado ou para o presente irão com certeza perder o futuro.”

   

Este post é parte integrante do projeto “Caderno de Notas – Terceira Edição” do qual participam as autorasAna Claudia Marques, Ingrid Caldas, Lunna Guedes, Mariana Gouveia, Tatiana Kielberman, Tha Lopes e Thelma Ramalho.

Seguem os links dos blogues das nossas autoras:

www.thaisbarbeiro.com/blog

www.pontocontos.blogspot.com

www.perfumesepalavras.blogspot.com

www.catarinavoltouaescrever.wordpress.com

www.marianameggouveia.wordpress.com

www.detalhesintimistas.wordpress.com

www.2edoissao5.blogspot.com

Os cuidados com a vida do ator fora de cena

Um ícone de Sucesso Profissional.
Um ícone de Sucesso Profissional.

Seguem abaixo algumas dicas fáceis da coach de atores Thais Barbeiro, para que o ator possa ter uma qualidade de vida melhor observando suas atitudes no seu dia-a-dia:

  • Antes mesmo de sair da cama, sente-se com os olhos fechados. Faça alguns instantes de exercício de concentração e meditação, que são aprendidos nas práticas regulares de Alta Performance.
  • Alongue-se, tracione.
  • Faça uma mentalização do seu dia. Observe tudo o que você quer que aconteça naquele dia. Coloque foco. E saiba que só dependerá de você fazer acontecer todos os seus sonhos na vida.
  • Ao escovar os dentes faça ao menos 5 minutos de contrações abdominais, limpeza dos órgãos internos. Faça as suas necessidades e tome um prazeroso banho.
  • Ao olhar no espelho, esboce um bonito sorriso. Sorria sempre. Para você e para os outros.
  • Faça um delicioso e colorido café da manhã para você mesmo.
  • Coloque roupas bonitas que façam você se sentir bem com você mesmo, mas que tragam muito conforto.
  • Tenha seu próprio estilo, sem exageros.
  • Através de sua forma de vestir, você passa muito da sua personalidade.
  • Se você vai fazer um teste, procure optar por algo neutro, ou que já lhe ajude a compor o personagem.
  • Cabelos sempre limpos.
  • Para as mulheres, uma maquiagem leve. Corretivo, pó, blush, rímel, batom cor de boca.
  • Cuide da sua alimentação. Você é o que você come.
  • Faça atividades físicas com frequência. Caminhe bastante, se possível.
  • Mantenha uma ótima Rede de Relacionamentos, mostrando-se solícito em ajudar e divulgar seus amigos. Desta forma você cria uma reciprocidade para que eles façam o mesmo com você.
  • Frequente seus amigos. Crie parcerias. Apoio mútuo é sempre muito bom.
  • Chegue sempre nos horários marcados.
  • Tenha mais zelo aos compromissos que assumir com as pessoas.
  • Organize-se. Organize a sua agenda, as suas datas, a sua casa, os seus contatos, o seu ambiente de trabalho, suas prioridades.
  • Distribua melhor o seu tempo para que você possa fazer tudo o que quiser.
  • Organize a sua vida financeira. Por ser uma profissão instável, com altos e baixos, procure sempre poupar. Faça investimentos apenas à vista, com desconto. Elimine as parcelas de sua vida. Se isto não for possível, programe-se para ter mês a mês o valor de suas contas.
  • Cultive suas amizades. É sempre bom ter amigos sinceros por perto.
  • Estude e leia muito. A todo o momento treine a sua leitura e se possível, a sua escrita também.
  • Informatize-se. Não nade contra a corrente da evolução humana. Tenha uma Rede Social, um bom mailing de cadastros do seu meio. Tenha um blog pessoal, conte ao mundo o seu melhor. Construa a imagem que você quer passar para as pessoas e torne-se sempre lembrado por eles.
  • Antes de dormir, repasse o seu dia, veja o que você pode melhorar.
  • Imagine suas metas na vida.
  • Deixe sempre um caderno e caneta ao lado de sua cama, para que você possa ter o costume de anotar seus sonhos.
  • Não se intoxique. É uma delícia se divertir sem precisar de nada para ser feliz.
  • Experimente ser mais clean. Cuide do seu corpo. Você necessitará dele como uma ferramenta primordial para o seu trabalho.
  • Amor a si mesmo, antes de qualquer coisa, é um romance que deverá durar uma vida inteira.
  • Cuide do seu sono, procure dormir bem sempre, para acordar com uma ótima aparência, cheio de disposição e vitalidade para trabalhar.
  • Procure relacionamentos que lhe acrescentem algo e não que lhe dispersem do seu foco.

Entrevista com Atriz Thais Barbeiro (Clipe Mozão) para o Blog Envolvida.com

Por Carol Damaso

PB-0055

 

1) Como chegou o convite de fazer o clipe? Como tomar a decisão em aceitá-lo?

Recebi um telefonema de uma agência de atores que eu trabalhava em São Paulo com a proposta. O diretor e a equipe de produção me aprovaram pelo material que estava em meu site: www.thaisbarbeiro.com e pelo meu portfólio como atriz. Não fiz teste.

Decidi aceitar, pois sabia que seria um trabalho importante. Algo forte que poderia ajudar muita gente. E adoro desafios no meu trabalho como atriz. Pois seria como fazer cinema mudo. Quase um curta metragem, com uma belíssima história de amor, que passa uma mensagem incrível e atinge um público de diferentes idades e perfis.

2) No clipe, você se emociona muito, essa emoção foi pela causa ou mesmo pela perda do cabelo?

Não estava ligando pela perda dos cabelos. Cabelo cresce. E isso não era o mais importante. A emoção veio de saber que naquele exato momento existiam milhares de mulheres passando por uma situação real. E toda a minha emoção veio de lembrar de cenas com meu pai, que perdi há cerca de 4 anos com câncer. Ele passou seus 2 últimos anos de vida em estado praticamente terminal, sabendo que iria morrer a qualquer momento e que era um caminho sem volta. E toda a família viveu este drama junto com ele. Dando muito amor e muita força até o final. Todas estas cenas juntos vieram em minha mente e dediquei este clipe a ele.

3) O que mudou no modo de se ver como mulher? Perdeu sua autoestima, feminilidade ou sexualidade?

Nada mudou. Ganhei uma peruca da produção, a mesma que usei no clipe para fazer a fase inicial com cabelos bem compridos, pois quando cortei os meus cabelos estavam com corte Chanel. Não quis usar lenço ou algo do tipo. Usava chapéu para proteger a careca do Sol forte, pois peguei um verão intenso. Mas assumi a careca.

4) Sentiu algum preconceito por parte das pessoas que te viam assim careca?

Senti que as pessoas me olhavam de forma diferente na rua. Havia um pré-conceito no ar. E alguns não se aguentavam, faziam perguntas. Era engraçado e triste ao mesmo tempo ver a reação das pessoas. Eu me coloquei na situação de uma mulher real com a doença. Não seria bacana para uma pessoa doente com a autoestima baixa receber tantos olhares e tantas perguntas. Eu não estava ligando. Mas acredito que uma mulher com a doença deva ficar muito chateada com toda esta ignorância das pessoas.

5) Quais alternativas você encontrou para manter seu lado mulher?

Usar roupas bem femininas. Vestidos curtos, saias. Sapatilhas. Um visual sempre romântico. Isso funcionou bem com a careca.

6) Como você entendia o câncer de mama e a perda do cabelo antes desse papel? Sua opinião e esclarecimentos mudaram?

Eu não sabia muito sobre o câncer de mama. Sabia que era uma doença triste como qualquer câncer. Sabia sobre ter que fazer o autoexame frequentemente. Mas entendi a seriedade da coisa ao travar contato com as mulheres do Grupo Andanças que fizeram parte do clipe e deram seus depoimentos reais. O clipe foi muito importante para alertar as pessoas que isso pode acontecer na vida de qualquer um quando menos se espera, e o mais importante é ter a família ao nosso lado sempre apoiando e dando força.

7) Deixe uma mensagem a mulheres que passaram pelo câncer de mama e que hoje se veem sem seus cabelos!

Cabelo cresce! Sua vida é mais importante. E no final, tudo dará certo. Se ainda não deu certo, é porque ainda não chegou ao final.

Saiba mais em: http://www.envolvida.com/

Eu tive sorte

Nas grandes cidades, no pequeno dia-a-dia
O medo nos leva tudo, sobretudo a fantasia
Então erguemos muros que nos dão a garantia
De que morreremos cheios de uma vida tão vazia
Nas grandes cidades de um país tão violento
Os muros e as grades nos protegem de quase tudo
Mas o quase tudo quase sempre é quase nada
E nada nos protege de uma vida sem sentido.

Humberto Gessinger

CidadesCheiasdePassado

O tempo. Ser bucólico que mostra o quanto a Terra muda. Os ventos, sopram frases repletas de histórias no ar. Vidas ilustres, seres perdidos no meio a multidões. Paredes de casas que mostram sonhos, pessoas, lembranças. O pássaro que sobrevoa as cidades, consegue ver mundos que passam lá de cima. Cheiros que distinguem um determinado ambiente. Cores que mudam. Um prédio novo que se constrói. Eu tive sorte. Fiz boas escolhas até este momento de minha vida. Nasci em Santos, cidade portuária, onde aprendi a ver a vida pela primeira vez. Cidade de praia. Repleta de belezas e com um centro histórico belíssimo. Um local que conta muito do tipo de pessoas que vivem por lá. Descendentes de portugueses em sua maioria, assim como eu. Famílias que cultuam a união. Lembro-me de almoços de domingo, com mesas repletas de gente. Primos, tios, amigos. Tudo era desculpa para estarmos juntos. Por lá sinto um passado de familiares que já se foram. O peso dos anos mostra as vidas que passaram no meu antigo apartamento. Gente do bem. Vidas perdidas que viraram fotografias em caixas. Álbuns antigos amontoados ganhando pó nas estantes. E minha sorte se fez em abandonar tudo muito cedo e conhecer a selva de pedra. A desejada São Paulo. Por onde passei cerca de quatorze anos da minha existência aprendendo a correr. Olhar pelas janelas das casas e enxergar movimento. Ver que a vida anda depressa e que lá o tempo é outro. A verdadeira corrida para se ganhar dinheiro, conhecer pessoas, fazer bons amigos e contatos. Ampliar a rede de networking. Endurecer. Ganhar certa frieza precisa nas relações humanas, e aproveitar o calor num parque qualquer repleto de toda a vida que estes pequenos pulmões da cidade podem nos oferecer. E mesmo sendo todo este caos, continuo amando este lugar onde aprendi a ser quem sou hoje. Gosto especialmente das padarias, dos cafés, dos restaurantes charmosos do Jardins. Aprendi a ver a beleza da Avenida Paulista, a amar a história do Centro e seu belíssimo Teatro Municipal. A vida envolta em arte e cultura. Os melhores teatros, os melhores filmes, os melhores amigos. Gente doida por trabalho, que reflete isso a cada novo respirar. E chegou um tempo em que me vi pirando entre seus arranha-céus. Precisava amolecer um pouco na vida dura da Babilônia. Resolvi parar tudo e mudar novamente de karma. Mudar de vida. E hoje escolhi o Rio de Janeiro como morada. Optei por uma vida com mais ginga. Com o balanço do mar. Respirar natureza e trabalhar repleta de distrações. Um Sol que se põe, a Lua que está linda lá fora, o mar que está com um colorido azul tão especial. E a cada vez que tenho de ir para a Zona Sul, conheço uma vida boêmia, local que inspirou grandes artistas de nosso país. A música envolve a cidade. Bossa nova. Livrarias. Bares repletos de histórias de gente importante que frequentava alí. Becos. Leblon, Ipanema, Botafogo. Cada canto repleto de uma história famosa a ser contada. Algo de importante que aconteceu. Seja uma história verdadeira, um conto, ou mesmo um crime num local que chega a ser um pecado de tão violento. Tanta coisa que se ouve que chega a assustar. A grande incoerência de vidas fúteis e ricas ao lado de favelas. Pane no sistema social, racial, populacional. Turistas visitando comunidades. Vão para ver a novidade que é a vida do pobre. E nós brasileiros que assistimos o grande jogo de políticos contra a sociedade em meio a copas, estádios, elefantes brancos, hospitais aglomerados, políticos corruptos, desejos esquecidos, amores vomitados. Somos prisioneiros de histórias do passado. Somos a poeira de estrelas que precisam viver nestes locais, conhecendo seus retratos. E que venham novas descobertas, pois no Rio devo ficar por alguns anos, e depois, novas fases virão, outras memórias, outras cidades, outros países hão de me esperar.  E vou aproveitando e tentando ser feliz enquanro aqui estou a morar.

 

Este post é parte integrante do projeto “Caderno de Notas – Terceira Edição” do qual participam as autoras Ana Claudia Marques, Ingrid Caldas, Lunna Guedes, Mariana Gouveia, Tatiana Kielberman, Tha Lopes e Thelma Ramalho.

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Escrevo o que ainda conheço

É como se o Mar se abrisse

E nos mostrasse outro Mar –

E este – outro mais – e os Três

Fossem só premonição –

De períodos de outros Mares –

Por praias não visitados –

Estas também à beira de Mares não inventados –

A Eternidade – são os Mares que virão –

Emily Dickinson

 O amor

O que te leva a sonhar e se apaixonar por alguém?

Tenho refletido sobre isso durante minhas noites em claro olhando para a janela da varanda – respiro o ar gelado da noite sem estrelas – tomo consciencia de que o Universo é grande demais, e a única certeza que tenho é a de que estou viva… tenho um coração que bate acelerado dentro do peito e que quer tudo para ontem – tenho fome – a ansiedade por muitas vezes corrói minhas veias e toma conta de meus pensamentos como mares revoltos cheios de emoções intensas…

Quero me apaixonar – digo em voz alta – quero ver acontecer em mim para sentir o corpo em queda livre… com o amor a ser minhas asas. Os olhos fechados, vendo apenas o lado de dentro onde existe esse precipício.

…olho para trás – como se espiasse fotografias por cima de um móvel antigo – vou percebendo os momentos, revisitando os cenários, as pessoas – é onde estão também todos os homens que eu amei.

…minha mente se ocupa daquele modelo clichê que crio juntando um pouco do que resta de todas as melhores memórias para esculpir o meu sonho perfeito daquele que terá o seu lugar ao meu lado nesta vida… sinto que está próximo este encontro. Percebo seus contornos. Esboço seu sorriso. Sinto sua respiração em minha nuca. Nossos corpos se encaixam perfeitamente. Somos um só… ele dorme neste momento, ao meu lado, aqui mesmo em minha cama. Me abraça quando a manhã acontece, me detêm  um tempo a mais junto a ele na cama e, me deixa ir porque sabe que o dia chama por mim…

O nosso pior inimigo neste momento é o tempo… que impede esse encontro que é para daqui a pouco… para amanhã. Mas eu quero que seja hoje, agora. O tempo, contudo, ignora minhas vontades. Atropela-me. Canta seus ponteiros “é para quando eu quiser”… e como isso se demora! Já passou meia hora e nada… eu continuo a olhar pela janela da varanda certa de que ele esta lá fora, em algum lugar, a pensar em mim…

Os ventos trazem até mim todos os aromas… menos os dele que eu percebo no ar, em outros corpos, pensando ser o dele. Mais de uma vez, é como um ensaio, cuja cena se repete até a perfeição. Anseio em subir no palco para a grande cena! Minha alma com certeza será toda aplausos…

Amor é primo da morte, e da morte vencedor, por mais que o matem (e matam) a cada instante de amor.

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Assim passam os anos

Meto-me para dentro, e fecho a janela.

Trazem o candeeiro e dão as boas-noites,

E a minha voz contente dá as boas-noites.

Oxalá a minha vida seja sempre isto:

O dia cheio de sol, ou suave de chuva,

Ou tempestuoso como se acabasse o mundo,

A tarde suave e os ranchos que passam

Fitados com interesse da janela,

O último olhar amigo dado ao sossego das árvores,

E depois, fechada a janela, o candeeiro aceso,

Sem ler nada, nem pensar nada, nem dormir,

Sentir a vida correr por mim como um rio por seu leito,

E lá fora um grande silêncio como um deus que dorme.

Alberto Caeiro

Noite

É noite. Sento em meu quarto pronta para mais um texto. As palavras se declaram para mim como o ar que eu respiro trás o aroma desta madrugada. Olho pela janela e vejo o mundo. O silêncio de vidas que dormem. Pessoas que devem estar sonhando seus sonhos inconscientes neste exato momento. Como se eu pudesse ouví-las, percebê-las, eu encontro seus pensamentos soltos no ar. Fecho os olhos por alguns instantes e percebo cada um dos desejos soltos pela brisa. Eles tocam minha pele e eu os respiro. Me alimento de cada um deles. Estas pessoas,  indiferentes a minha presença, não sabem que através de seus silêncios posso ouvir os sons mais profundos de suas mentes, de suas almas. Vidas de instantes. Vidas em transe. Noites de ar puro entrelaçadas de sorrisos. Eu percebo momentos. E reflito quanto deixamos de viver nossos mais íntimos planos. Nossa vida inteira passa num piscar de olhos, e o cruel tempo nos mostra tudo que nossos medos não nos deixaram saber. Sussurros, verdades. Pessoas que vivem suas vidas de mentira escondidas em retratos internéticos. Grandes atores de máscaras sociais. Escassos tempos perdidos em meio a fantasias não realizadas. Estantes inteiras de livros empoeirados para ler, espelhos que mostram rugas a mais e anos onde se poderia ter sido o que não foi. Posso sentir a melancolia de quem não teve coragem suficiente para assumir um ímpeto, uma vontade. Pobres daqueles que passam suas noites dormindo um sono repleto de paixões não assumidas, palavras não ditas, sorrisos e abraços não dados. Gritos presos num tempo que já se foi.

O dia de amanhã é sempre a expectativa de um novo começo. O Sol com seu brilho torna a esperança algo lúdico. Brincamos de passar os dias. Festejamos os feriados e descansamos na fatia da semana que nos obriga a isso. Ao ócio. E nem sempre queremos. Nos adequamos a forma como o tempo é dividido. E o ano que acabara de começar, já aponta um outono delicioso repleto de aromas e sensações novas. Cada estação com seus momentos. Cada vida com suas etapas. Eu reflito sobre tudo isso e percebo que minha vida, não cabe em tanto querer. Meu tempo é outro. Elástico. Amo ser o que sou. E amo cada segundo que se passa. Consigo observar o mundo de uma forma só minha. Posso sentir as tempestades, e os dias prazerosos de Sol. Os cheiros do verde mato das folhagens, ou a poluição das grandes cidades. O que importa é perceber-se nisso tudo. Um átomo de ser em meio ao universo grandioso e seus retalhos de tempo. Um circuito onde viver se torna saber se relacionar com os outros seres viventes. Aprender a amar os animais, as plantas e principalmente as pessoas, aceitando-as como elas são. Cheias de virtudes e defeitos. Adultos, eternas crianças aprendendo com as horas do dia. Com os anos que passam.

Não temo a infelicidade. Os anos ensinam que ser feliz é uma escolha, e faz parte desta infelicidade uma coleção de estados de aprendizado. Mas não quero sonhar em branco. Deixar que a vida me confunda.  Quero saber exatamente a direção das coisas e aproveitar o tempo para criar minhas vitórias. Vencendo as guerras da minha própria mente que me sabota muitas vezes. Lutando com as grandes saudades de pessoas que ficaram no tempo lá atrás. E isso é o que mais dói. Não poder trazer comigo uma mala cheia de pessoas. Só lembranças de abraços e últimos olhares que ficaram nos espaços de uma vida. Uma noite em claro, repensando o passado e refletindo o futuro. Esta sou eu agora. Um respiro que percebe um mundo de sentimentos que ainda viverei, um mundo onde o passado passou rápido demais. E brincar de viver o presente, e saber-se aqui e agora. Ser o próprio hoje. Esta sou eu e a grande, pequena mulher que vive dentro de mim.

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O melhor presente que já ganhei

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No final do ano passado em Santos, uma enxaqueca bem forte me atingiu em cheio. Insuportável. Com enjoos fortes, a claridade incomodando os olhos, as têmporas ardendo. Desde criança que sofro desse mal.

Acordei sem dar pelo meu corpo e, imediatamente fui procurar os remédios pela casa. Fazia pouco tempo que  eu tinha em casa uma gatinha – presente de meus queridos alunos – a quem dei o nome de Clarinha –, minha personagem favorita…

Eu confesso sem falso drama que nunca gostei de gatos – quando mais nova morei no apartamento de uma amiga que tinha um casal de gatos – eu simplesmente os detestava.

Clarinha soube de minha condição e não se afastou por um só momento. Meu corpo em estado de abandono no sofá da sala teve sua presença constante – ela, como se soubesse o meu exato ponto de fragilidade deitou sobre minha cabeça e, ali ficou como se pudesse arrancar de mim o mal que me acometia – fui melhorando gradativamente… A dor foi cedendo aos poucos. Meu corpo foi recuperando sua força e tudo foi voltando ao normal.

Os ventos noroestes em Santos mechem muito comigo e todas as mudanças deixam meu corpo frágil e entregue a essas alternâncias. A solidão nessas horas nos ocupa. Queremos o silêncio, o vazio, as ausências porque tudo é excesso quando a dor se apodera da pele… mas dessa vez eu tive na presença de um animal de estimação a minha cura.

Ela soube meu mal estar como ninguém antes dela. Soube a cura. O cuidado. O afago. Soube tudo na medida certa como se nos conhecêssemos há uma vida inteira – Clarinha é uma menininha peluda com toda a juventude de seus poucos meses – não sei como é o tempo para os animais, mas sei que ao lado dela terei o melhor dos meus dias. Sei que precisarei respeitar seus instantes de silêncio e quietude da mesma maneira que sei que ela me ensinará muitas coisas novas…  será a companhia de fins de tarde com sol ameno e páginas inteiras por decorar. Será meus ouvidos, meus olhos, meu sentir mais intenso e com ela serei muito mais feliz!

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