Minha vida é um livro (eternamente) aberto

Atriz Thais Barbeiro_Composite

 No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas

que o vento não conseguiu levar:

um estribilho antigo

um carinho no momento preciso

o folhear de um livro de poemas

o cheiro que tinha um dia o próprio vento…

Mario Quintana

Eu gosto do cheiro dos livros. Aprecio tê-los por perto… ao alcance das mãos e também dos olhos. E gosto, sobretudo, de escrever partes da minha vida neles, como se minha trajetória fosse um combinado de páginas em branco onde a minha vida se escreve…

Escrevo com prazer as minhas vivências… nem tudo eu publico porque há coisas que não devem partir de nós. Devem permanecer – preservadas – aqui dentro para que a gente perceba de quantas muitas histórias é feita essa caminhada. Há tanto por fazer, aprender, conquistar.

A vida é um livro aberto… folheamos nossos momentos – bons ou maus – e encontramos – durante as relutantes pausas – a poesia esquecida do existir. O tempo – esse senhor atrevido – fica para depois ou se conforma de ser uma página sendo virada nesse meu ritmo – intimo e pessoal – respiro fundo as alegrias, as tristezas.  Um exercício de vida.

Quando escrevo, revejo a mim mesma, como se ao me sentar em meu canto de mundo, eu soubesse ser meu único leitor… sou ao mesmo tempo a protagonista e a antagonista dessa história que se iniciou antes da minha consciência que despertou para ser essa história exposta em sussurros ao vento.

Se mais alguém além de mim vai querer ler… eu não sei!

Mas a vontade de escrever, não passa, pulsa cada vez mais intensamente e em cada toque da “caneta” junto ao papel, um sem fim de paisagens se orientam. Eu sou outra… a atriz que se deixa reinventar Clarice, Virginia, Emily, Drummond, Vinícius… sou todos eles, às vezes, sabendo ser apenas Thais, a pessoa que escreve, inventa, reinventa, interpreta… vive e escorre para dentro das páginas desse livro que sou!

 

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